Correia Transportadora Tubular: Guia Prático
Atualizado em 29/09/2025 por Bruno Ferreira

A correia transportadora tubular é uma correia especial que se fecha em formato de tubo enquanto transporta o material. Desse jeito, a carga segue protegida, sem derramar, com menos poeira e menos sujeira no caminho.
É uma solução pensada para trajetos longos, com curvas, desníveis e locais onde o controle ambiental e a limpeza são importantes.
O que é e quando faz sentido usar
Pense numa correia comum que, ao passar por roletes especiais, se fecha em volta do material e forma um tubo. Ela abre apenas na descarga.
Faz sentido usar quando você precisa reduzir poeira e perdas, contornar obstáculos com curvas planejadas, vencer subidas mais fortes com segurança e diminuir pontos de transferência intermediários que dão manutenção e param a linha.
Benefícios principais do formato tubular
O maior ganho é o transporte enclausurado. Com o material fechado dentro da correia, o entorno do transportador fica mais limpo, o vento e a chuva não atrapalham e o risco de contaminação do ambiente cai muito.
Outro benefício é o traçado mais flexível, já que o tubular aceita curvas com raio projetado, o que pode evitar obras civis grandes. Como há menos transferências, você reduz quebra de material, desgaste de chutes e paradas para limpeza. Também há um ganho de segurança operacional, porque diminui o contato acidental com a carga, inclusive no retorno.
Onde aplicar
Na mineração e no cimento, o tubular ajuda a mover minério, clínquer e finos com menos poeira. Em termoelétricas, controla a dispersão do carvão. No agronegócio, carrega grãos por trechos longos a céu aberto com menos perdas.
Em papel e celulose, leva cavacos de madeira mantendo a planta mais limpa. Em reciclagem, resolve percursos extensos com exigência de limpeza e menor exposição do material.
Carcaças disponíveis: lona têxtil vs. cabo de aço
A correia tubular pode usar carcaça de lona têxtil ou cabo de aço. A de lona costuma ter boa relação custo benefício e montagem mais simples, indicada para comprimentos médios e cargas moderadas.
A de cabo de aço tem alta resistência à tração e baixo alongamento, ideal para longas distâncias, grandes desníveis e altas vazões. A Global Belt recomenda a carcaça certa avaliando tensão do sistema, comprimento, desnível, velocidade e vazão.
Dimensionamento: largura de correia, diâmetro do tubo e capacidade
No tubular, a largura da correia está ligada ao diâmetro do tubo que ela forma. Diâmetros maiores carregam mais volume, porém pedem raios de curva maiores e impactam a potência.
Para dimensionar corretamente precisamos saber o material e a granulometria, a vazão por hora, a velocidade de projeto, o comprimento total, o desnível, as curvas com seus raios, além dos diâmetros de polias e da potência disponível.
Com esses dados, definimos largura, diâmetro do tubo, estações de formação e a potência com folga para a sua operação.
Manutenção e operação: o que muda no dia a dia
O tubular exige atenção especial nos pontos onde a correia fecha e abre. Nessas regiões, o alinhamento dos roletes e a tensão correta garantem que o tubo forme de maneira uniforme. A raspagem continua importante, embora o enclausuramento reduza a sujeira ao redor.
A emenda merece inspeção regular, como em qualquer correia. Em operação, vale revisar periodicamente as estações de formação, checar desgaste de roletes guia e manter o plano de lubrificação e inspeção em dia.




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