Correia Transportadora EP: solicite orçamento para EP100, EP200, EP300 e EP400

Atualizado em 09/07/2026 por Bruno Ferreira

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Quem trabalha com correias transportadoras já deve ter encontrado códigos como EP100, EP200, EP300, EP400, EP500/4 ou EP630/4.

À primeira vista, esses nomes parecem complicados.

Mas eles indicam uma informação muito importante: a resistência da correia à tração.

Em outras palavras, mostram o quanto aquela correia foi projetada para suportar durante o funcionamento.

Essa informação é essencial para escolher uma correia adequada ao peso do material, ao tamanho do transportador e às condições de trabalho.

Uma correia errada pode até funcionar por algum tempo.

Mas, na prática, pode gerar desgaste acelerado, desalinhamento, rompimentos, paradas e prejuízos na produção.

Por isso, entender o que significa uma correia EP ajuda muito na hora de comprar, substituir ou solicitar um orçamento.

O que significa correia transportadora EP?

A sigla EP é usada para identificar uma correia transportadora com carcaça têxtil formada por poliéster e poliamida.

A carcaça é a parte interna da correia.

Ela funciona como a estrutura de sustentação do produto, ou seja, a parte que ajuda a correia a suportar esforço, carga e movimento.

De forma simples:

  • E vem de poliéster;
  • P vem de poliamida, também conhecida como nylon;
  • o poliéster fica no sentido longitudinal (sentido do comprimento da correia);
  • a poliamida fica no sentido transversal (sentido da largura da correia).

Essa combinação é muito utilizada porque oferece boa resistência e estabilidade durante o trabalho.

O poliéster ajuda a reduzir o alongamento da correia.

Alongamento é quando a correia “estica” além do ideal durante a operação.

Já a poliamida ajuda na flexibilidade e na adaptação da correia ao formato do transportador.

Isso é importante quando a correia precisa formar uma calha.

A calha é aquele formato levemente curvado que ajuda a manter o material concentrado no centro da correia durante o transporte.

Por isso, as correias EP são muito usadas em operações industriais que precisam movimentar materiais de forma contínua.

Elas podem ser aplicadas em:

  • mineração;
  • pedreiras;
  • cimenteiras;
  • siderurgia;
  • agronegócio;
  • fertilizantes;
  • portos;
  • reciclagem;
  • construção civil;
  • indústrias em geral.

A correia EP também pode receber diferentes tipos de cobertura de borracha.

Essa cobertura protege a carcaça interna e ajuda a adaptar a correia ao tipo de material transportado.

Em algumas aplicações, a prioridade é resistência à abrasão.

Abrasão é o desgaste causado pelo atrito constante com materiais como pedra, areia, minério ou brita.

Em outras situações, a correia pode precisar de resistência ao calor, ao óleo, à umidade ou a produtos químicos.

Por isso, quando falamos em correia EP, não estamos falando de um único modelo.

Estamos falando de uma família de correias que pode variar em resistência, largura, espessura, número de lonas e tipo de cobertura.

A escolha correta depende da aplicação, e não apenas do código da correia.

O que significam EP100, EP200, EP300 e EP400?

Os códigos EP100, EP200, EP300 e EP400 indicam a resistência da correia à tração.

A tração é a força que a correia precisa suportar quando está em movimento, carregando material e sendo puxada pelo sistema transportador.

De forma prática:

quanto maior o número, maior a resistência da correia.

Mas isso não significa que a maior resistência será sempre a melhor escolha.

Uma correia mais reforçada do que o necessário pode aumentar custo, peso e exigência do equipamento.

Já uma correia fraca para a aplicação pode sofrer desgaste prematuro ou falhas durante o funcionamento.

Veja uma leitura simples:

CódigoIndicação comum de uso
EP100Aplicações leves, materiais menos pesados e trajetos menores
EP150Aplicações leves a médias, dependendo da operação
EP200Aplicações médias e uso industrial bastante comum
EP250Aplicações médias com maior exigência
EP300Cargas mais pesadas e trajetos médios
EP400Operações mais pesadas, com maior esforço e maior exigência

Em muitos catálogos técnicos, essa resistência aparece em N/mm.

Esse termo significa newton por milímetro, uma unidade usada para medir força por largura da correia.

No dia a dia, alguns profissionais também fazem referência em kgf/cm, que significa quilograma-força por centímetro.

Para o cliente que está solicitando orçamento, o mais importante é entender a lógica:

  • EP100 e EP150 costumam atender operações mais leves;
  • EP200 e EP250 são comuns em aplicações médias;
  • EP300 e EP400 são indicadas para operações mais exigentes;
  • acima disso, existem correias para aplicações ainda mais pesadas.

Também é comum encontrar códigos como EP400/3, EP500/4 ou EP630/4.

Nesse caso, o número depois da barra indica a quantidade de lonas.

As lonas são camadas internas de tecido que fazem parte da estrutura da correia.

Exemplo:

EP400/3 significa uma correia com resistência nominal EP400 e 3 lonas.

EP500/4 significa uma correia com resistência nominal EP500 e 4 lonas.

EP630/4 significa uma correia com resistência nominal EP630 e 4 lonas.

Essa informação ajuda a entender a construção da correia.

Mas ela não deve ser avaliada sozinha.

A quantidade de lonas, a espessura da cobertura, o tipo de material transportado e o equipamento também precisam ser considerados.

Nem sempre mais lonas significam uma correia melhor. O ideal é escolher a construção correta para a operação.

Uma correia com muitas camadas pode ser mais rígida.

Isso pode dificultar o funcionamento em equipamentos menores ou com tambores de diâmetro reduzido.

Tambor é o rolo onde a correia gira.

Se a correia for muito rígida para aquele sistema, pode haver dificuldade de adaptação ao equipamento.

Por outro lado, uma correia com poucas camadas pode não suportar o esforço exigido em uma aplicação pesada.

Por isso, a escolha deve ser feita com base no conjunto da operação.

O código EP é uma parte da análise.

Ele ajuda muito, mas não substitui a avaliação técnica da aplicação.

Como escolher a correia EP correta para cada operação?

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Para escolher uma correia transportadora EP, é preciso olhar para o trabalho que ela vai realizar todos os dias.

A pergunta principal não é apenas “qual EP eu devo comprar?”.

A pergunta mais importante é:

qual correia suporta melhor o material, o trajeto e o ritmo da minha operação?

O primeiro ponto é o tipo de material transportado.

Uma correia usada para transportar embalagens leves não precisa da mesma resistência de uma correia usada para minério, pedra, areia ou fertilizante.

O peso do material interfere diretamente na escolha.

Quanto mais pesado for o material, maior tende a ser a exigência sobre a correia.

A distância do transportador também importa.

Transportadores curtos podem trabalhar com exigências diferentes de transportadores longos.

Quanto maior o percurso, maior pode ser o esforço aplicado sobre a correia.

A inclinação é outro fator importante.

Quando o material precisa subir, pode haver necessidade de mais aderência ou até de taliscas.

Taliscas são elevações aplicadas sobre a correia para ajudar a segurar o material durante o transporte inclinado.

A velocidade da linha também deve ser observada.

Uma correia que trabalha muitas horas por dia, em alta velocidade, pode exigir uma construção mais resistente.

O ambiente de trabalho também influencia.

Locais com poeira, umidade, calor, óleo ou produtos químicos podem exigir coberturas específicas.

Veja os principais pontos que devem ser avaliados:

InformaçãoPor que é importante
Material transportadoDefine o nível de desgaste e esforço
Peso da cargaAjuda a escolher a resistência da correia
Distância do trajetoInterfere na tração exigida
InclinaçãoPode exigir taliscas ou maior aderência
Velocidade da linhaInfluencia desgaste e esforço contínuo
Horas de trabalho por diaMostra a intensidade da operação
TemperaturaPode exigir cobertura resistente ao calor
Presença de óleo ou químicosPode exigir cobertura especial
Largura e comprimentoGarantem encaixe correto no equipamento
Tipo de emendaInfluencia instalação e manutenção

Também é importante observar a granulometria do material.

Granulometria é o tamanho dos grãos, pedras ou pedaços transportados.

Materiais finos, como pó ou grãos pequenos, têm comportamento diferente de pedras grandes ou fragmentos cortantes.

A abrasividade também precisa ser considerada.

Um material abrasivo é aquele que desgasta a correia com mais facilidade.

Pedra britada, minério, areia grossa e alguns materiais de construção podem exigir cobertura mais resistente.

A temperatura também pode mudar a escolha.

Quando o material transportado é quente, a correia precisa ser compatível com essa condição.

Se houver óleo, graxa ou produtos químicos, também pode ser necessário usar uma cobertura própria para esse ambiente.

Por isso, duas correias com o mesmo código EP podem ter comportamentos diferentes.

Uma EP400 com uma cobertura simples não terá a mesma aplicação de uma EP400 com cobertura resistente à abrasão, ao calor ou ao óleo.

O código mostra a resistência da carcaça.

A cobertura mostra a proteção da correia contra o material e o ambiente.

As duas informações precisam trabalhar juntas.

Quando solicitar orçamento para correia EP personalizada?

O orçamento de uma correia EP deve ser solicitado sempre que a empresa precisa substituir, adaptar ou dimensionar uma correia transportadora.

Isso vale tanto para uma pequena reposição quanto para uma grande demanda industrial.

Uma empresa pode precisar de apenas uma correia para um equipamento específico.

Outra pode precisar de várias correias para diferentes pontos da produção.

Nos dois casos, a escolha precisa considerar a aplicação real.

A personalização pode envolver:

  • largura;
  • comprimento;
  • espessura;
  • número de lonas;
  • tipo de cobertura;
  • tipo de emenda;
  • aplicação de taliscas;
  • bordas laterais;
  • perfurações;
  • correias elevadoras;
  • acabamento conforme o equipamento.

Antes de solicitar o orçamento, tente reunir algumas informações básicas.

Isso ajuda a agilizar o atendimento e melhora a indicação da correia.

Você pode informar:

  • qual material será transportado;
  • largura e comprimento da correia;
  • distância aproximada do transportador;
  • inclinação do equipamento;
  • peso ou volume transportado;
  • quantidade de horas de trabalho por dia;
  • temperatura do material;
  • se existe contato com óleo, água ou produtos químicos;
  • se a correia atual possui taliscas, bordas ou perfurações;
  • quantidade necessária;
  • fotos do equipamento e da correia atual.

Mesmo que você não tenha todos os dados técnicos, as fotos já ajudam bastante.

Também é possível enviar uma correia antiga como referência ou informar o código que aparece no produto atual.

Se a correia antiga apresenta desgaste rápido, desalinhamento ou rompimentos constantes, isso também deve ser informado.

Esses problemas podem indicar que a especificação anterior não está adequada para a operação.

Em alguns casos, trocar por uma correia igual pode não resolver.

Pode ser necessário revisar o tipo de cobertura, a resistência, a quantidade de lonas ou até as condições do equipamento.

Por isso, o orçamento não deve ser apenas uma cotação de preço.

Ele deve ser uma etapa para entender a necessidade e indicar uma solução mais adequada.

Na Global Belt, o cliente pode solicitar correias transportadoras EP para diferentes tipos de aplicação, incluindo operações leves, médias e pesadas.

A empresa atende pequenas demandas, reposições pontuais e necessidades de indústrias com maior volume de produção.

Também é possível avaliar correias personalizadas conforme o tipo de material, o equipamento e a rotina de trabalho.

Solicite seu orçamento para correia transportadora EP e informe os dados da sua operação.

Com as informações corretas, fica mais fácil indicar uma correia adequada para o seu sistema, seja ele de pequeno, médio ou grande porte.

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