Como as correias transportadoras impulsionam a Vale

Atualizado em 02/12/2025 por Bruno Ferreira

vale empresa de mineração

Sem correias transportadoras, a Vale (mineradora multinacional brasileira e uma das maiores operadoras de logística do país) não teria a mesma escala nem o mesmo custo por tonelada. As correias levam minério de forma contínua, trocam centenas de viagens de caminhão por um fluxo estável, reduzem diesel, pneus e manutenção, caem as emissões e a operação fica previsível.

Há trechos com dezenas de quilômetros em correias de longa distância, ligando mina, usina, pátios e porto. Em casos como o modelo truckless de Carajás (refere-se a um sistema de mineração inovador que substitui o uso de caminhões fora de estrada por correias transportadoras de longa distância e britadores móveis para o transporte de minério), um único sistema de correias faz o trabalho que exigiria uma frota grande de caminhões pesados.

Economia que aparece na conta

correias transportadoras em minas da vale

Correia tem investimento inicial, mas o custo por tonelada ao longo da vida é menor e mais estável. Você corta diesel, pneu, troca de óleo e grande parte da logística de frota. Além disso, a correia roda com menos paradas e menos variação de consumo.

Em projetos referência, um conjunto de correias substitui dezenas a cerca de cem caminhões fora de estrada. Na prática, isso se traduz em menos gente exposta ao tráfego interno, menos risco e menos custo recorrente.

Escala e continuidade do “pit ao porto”

O grande diferencial é a continuidade. Da frente de lavra até a usina, correias móveis e estações de transferência mantêm o minério andando sem “vai e volta”. Depois entram as correias de longa distância, com trechos que passam de 30 km em projetos de mineração pelo mundo, para vencer desníveis e ligar áreas extensas.

Nos pátios e terminais, as correias alimentam empilhadeiras, retomadoras e carregadores de navio com alta vazão e menos derramamento. Tudo isso cria um “pipeline” sólido: mina, usina, pátio, trem, porto e navio.

Energia e emissões: por que a Vale ganha aqui

uso de correia transportadora em mina da vale

Com menos caminhões circulando, caem as emissões diretas de CO₂ e o consumo de diesel. A correia usa energia elétrica e pode ser otimizada com controle de tensão, partida suave e gerenciamento de demanda. Em operações como Carajás, isso ajuda a bater meta de eficiência energética e descarbonização, além de reduzir ruído, poeira e tráfego interno.

E se fosse só caminhão

Imagine cada tonelada saindo da mina em caminhões de 240 t, 24 horas por dia. Você teria filas, picos de consumo, desgaste de vias, acidentes e paradas por manutenção. A correia troca esse zigue-zague por uma “esteira” contínua: menos variabilidade, menos gargalo, mais previsibilidade de embarque no porto. É por isso que, sem correias, a Vale não seria o que é em volume, custo e regularidade de entrega.

Onde a especificação da correia faz diferença

Para a Vale, escolher a correia certa muda o resultado:

  • Carcaça adequada à tensão e ao desnível (EP, cabo de aço, aramida) para manter alongamento sob controle.
  • Cobertura compatível com o material e o ambiente do Norte ao Sudeste: abrasão, óleo vegetal, resistência à chama, temperatura.
  • Emenda bem definida (vulcanizada a quente nas linhas críticas) para rodagem lisa e menos retorno de material.
  • Raspagem e vedação corretas para manter o retorno limpo e a galeria em ordem.

Se você quer aplicar a mesma lógica de eficiência no seu site, a Global Belt ajuda a dimensionar carcaça, cobertura, emenda e raspagem para reduzir custo por tonelada, aumentar disponibilidade e dar previsibilidade ao seu embarque.

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Atua na Global Belt na área de marketing, contribuindo com a criação de conteúdo e redação para o blog da empresa. Com vasta experiência e conhecimento, ajuda clientes e profissionais a entenderem melhor as soluções oferecidas pela Global Belt.

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