Lubrificação para Correias Transportadoras: o que fazer e o que evitar
Atualizado em 06/10/2025 por Bruno Ferreira

Lubrificar correia não é boa prática e, na maioria dos casos, é erro caro. Quem recebe lubrificação no transportador são os rolamentos, mancais e correntes. Produtos “escorregadios” na faixa geram patinação, sujeira crônica, contaminação do produto e risco de acidente.
Preciso lubrificar a correia?
Não. A correia é elemento de tração. Passar óleo, graxa, silicone ou spray na faixa provoca patinação no tambor, contaminação do produto, sujeira crônica e risco de acidente. Se o material está grudando, resolva a causa: raspadores, pontos de transferência, cobertura correta e limpeza planejada.
O que realmente recebe lubrificação
- Rolamentos de roletes e tambores: graxa compatível com rotação, carga, temperatura, poeira e umidade.
- Mancais e acoplamentos: seguir manual do fabricante e horas de operação.
- Correntes e atuadores quando existirem: óleo ou graxa de alta penetração, sem excesso.
Evite lubrificante em: superfície da correia, raspadores, saias de vedação e roletes de impacto.
“Posso passar algo na correia”
Regra geral: não. Produtos escorregadios ou pegajosos desequilibram o sistema. Em aplicações especiais, apenas agentes antiaderentes homologados para o material da correia e para o processo, com aplicação controlada.
Atenção à compatibilidade: borracha sofre com óleo mineral, PVC e PU reagem a solventes. Para limpar, use somente detergentes aprovados.
Lubrificação é manutenção
Não. Lubrificação é um item do plano. Manutenção de correias inclui: tensão correta, alinhamento, raspagem regulada, inspeção de emendas, roletes livres, camas de impacto íntegras e limpeza do transportador.
Diagnóstico rápido
- Patinação: conferir tensão, arco de contato, revestimento do tambor e ajuste do raspador.
- Sujeira de retorno: revisar raspadores, chutes e velocidade.
- Desalinhamento: verificar roletes, estrutura e base.
- Ruído: rolete travado ou rolamento sem graxa.
Como lubrificar rolamentos sem erro
- Escolha da graxa: classe NLGI, base espessante e viscosidade do óleo conforme ambiente e rotação.
- Frequência: por horas de operação e severidade (poeira e água reduzem intervalo).
- Quantidade: nada de encher até vazar. Siga tabela ou use dosadores.
- Boas práticas: purgar graxa antiga, limpar engates, não misturar graxas incompatíveis e registrar aplicação.
Reduzir atrito nas saias sem “untar” a correia
Use polímeros de baixo atrito nas saias e guias laterais, mantenha pressão mínima e bordas bem acabadas. Ajuste mecânico resolve, lubrificante na faixa não.
O que usar em vez de lubrificar a correia
- Raspadores primário e secundário corretos e bem ajustados.
- Revestimento de tambor adequado para tração.
- Saias de vedação de baixo atrito, sem apertar a correia.
- Pontos de transferência com calhas, guias, cama de impacto e altura de queda otimizadas.
- Rotina de limpeza com produtos compatíveis ao material da correia.
Próximo passo com a Global Belt
Envie material, umidade, vazão, velocidade, ambiente e tipo de correia. Entregamos um roteiro prático de lubrificação e manutenção, com produtos compatíveis, intervalos recomendados e treinamento para a equipe. Resultado: menos patinação, menos sujeira e mais disponibilidade.




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